
O século XX é inteiramente marcado pelo conceito do “novo”.
Se é difícil entender-se qual a verdadeira abrangência de "novo" neste contexto, percebe-se que o turbilhão de “ismos” e vanguardas, têm como primeiro propósito, contestar completamente a arte académica, feita até então.
Quando se procura entender o conceito de Belo feito “novo”, ente aparece "vestido de "Feio". Assim, o Feio, enquanto “procura dum registo verdadeiro e fidedigno da crueldade do mundo real, na comunhão íntima e inseparável da arte com a vida” (Luís Calheiros), consegue mover as vanguardas artísticas.
O "Feio" é, para Luís Calheiros, o registo fiel da crueldade do mundo real. Neste sentido, a vida exprime-se na arte por uma verdade fiel, mesmo que transfigurada e a arte é entendida como o retrato mentiroso da verdade.
Mas porquê tantas correntes, tantas vanguardas que se sucedem velozmente?
É que, se por um lado o século XX (definido pela velocidade e pela crueldade brutal), foi uma época de grandes transformações em todas as esferas da experiência humana, e por outro, a arte procura ser o fiel e inteiro retrato e testemunho do homem no mundo, então os estilos artísticos que até aí persistiam durante séculos, tiveram inevitavelmente que substituídos, por movimentos que duraram por vezes, menos que uma década.
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