sexta-feira, 11 de maio de 2007

ARTISTAS PORTUGUESES - ANOS 60


Jorge Pinheiro

  • Jorge Pinheiro nasceu em Coimbra em 1931.
  • Começa como aluno na escola de Belas Artes de Lisboa, que abandona 2 anos depois, e transfere-se para as Belas-Artes do Porto, que frequenta de 1955 a 63, num período fundamental da criatividade artística nacional e da cidade do Porto .
  • Em 1963 integrou um grupo de alunos conhecido como “ Os quatro vintes”, devido à classificação final no curso. Os outros vintes: Ângelo de Sousa, José Rodrigues e Armando Alves foram os seus parceiros, durante os anos de 1968 a 1971 numa série de exposições (Porto, Lisboa e Paris), cujos motivos não tiveram a ver com um trabalho esteticamente coerente entre si, mas sim com a facilidade de apresentarem trabalho público num meio e período difíceis.
  • Abandonou a pintura figurativa de herança realista e a formalização picassiana , características da sua educação escolar, para desenvolver uma pesquisa na área da abstracção geométrica, atento que está ao que se passa em termos de arte, na Europa e especialmente em Paris.
  • Deixa-se influenciar pela Abstraccion-Création (grupo parisiense que propunha a abstracção absoluta), pela escola da Bauhaus, pelo suíço Max Bill e pela Op Art.
    Assim, faz obras abstractas-geométricas, representadas de modo bi e tridimensional, em telas e recortes (reais ou simulando alguma tridimensionalidade).
  • Nos anos 70, explora uma malha elaborada (usa a “regra de Fibonacci”), que orientou os últimos anos da sua pintura abstracta, da qual se salientam as séries de “pautas” iniciadas com Quinze Ensaios sobre um Tema
  • Com a série Reis (1973-1974) e a queda do regime de Salazar, numa a atitude de comentário político e social, sente-se levado a regressar definitivamente à pintura figurativa. O interesse pela geometria contínua; no entanto, revela-se desta vez de modo oculto, nos estudos preparatórios das composições.
    A sua obra, pelas referências, ou neoclássicas ou barrocas, é conhecida como “fria”.No entanto, nem a frieza que mostra releva cinismo, nem a ironia que demonstra é gratuita ou decorativa.
  • Desenvolveu trabalho no âmbito do desenho, da pintura e de construções escultóricas, que associando pintura, espelho, metal e volumetrias, obteve as ilusões da terceira dimensão

Nota: Pode aceder ao texto sobre a série Fibonacci, utilizando este link http://www.serralves.pt/actividades/detalhes.php?id=748&pai=16

Grupo: Cátia Costa e Vanessa Oliveira

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