terça-feira, 8 de maio de 2007

Contexto português – Arte contemporânea

Portugal cultural nos primórdios do século XX apresentava segundo Eça de Queiroz, um panorama cultural de forte cunho tradicionalista, imperando um ambiente culturalmente mesquinho e medíocre. É neste contexto que, no início do século XX, surgem em Portugal as vanguardas.

Com a República (1910) incapaz de mudar mentalidades, e o país apático e indiferente, os jovens artistas portugueses tiveram que sair para fora, para entenderem o que se passava no âmbito das artes na Europa.

Até 1974, as escolas de Belas Artes, continuavam a ensinar os cânones já completamente ultrapassados no resto da Europa, pelo que foram rejeitadas por muitos artistas, que optaram por um percurso/aprendizagem, primeiro fora de Portugal, para depois, no contexto português, encontrar o equilíbrio “possível” entre o gosto instruído pelas mentes retrógradas portuguesas e as vanguardas europeias.

Apesar dos anos 50, começarem a mostrar alguns artistas que depois de percursos colectivos, optarem por desenvolver um trabalho de cunho pessoal, num caminho solitário, apenas nos anos 60 a arte portuguesa se começa a identificar com o que acontece internacionalmente.
Assiste-se ao desenvolvimento de correntes expressionistas abstractas e gestuais, ao reaparecimento de neo-surrealismos, à chegada de tendências minimais e conceptuais, ao aparecimento de novas figurações na sequência da Pop-Ar.
Surgem as "performances" e as instalações, e por fim os novos expressionismos (a bad painting e os "realismos feios" das últimas décadas).

A turma -12ºD

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